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MANUEL ROSA
1953, Beja, Portugal. Lives and works in Lisbon
 


À espera do sopro de Deus
Há séculos, ou milénios, que as grandes talhas se tornaram habitantes reais das velhas casas. Recolhiam o pão, o vinho e o azeite. Vazias esperavam. Cheias ofereciam. E desde sempre, o nível do seu conteúdo era proporcional à satisfação e à ansiedade humana. A antropomorfização a que o escultor Manuel Rosa as submete recupera, antes de mais, o espírito, o ensinamento e a gramática dos lares subvertendo, a partir desta apropriação, os seus conteúdos primordiais.

Hermínio Monteiro